Cultura de estupro

Nos últimos anos, vemos os números de estupros crescendo significantemente, ao mesmo tempo que vemos menos gente sendo punida por tal ato, nem a tal lei da cadeia para com o estuprador vem sendo rigorosa. Por que será?

Carlos e Maria, se conheceram nos anos 70, casaram deram a luz a 3 filhos, entre elas, Ana Paula, a caçula, a qual foi matriculada no Colégio Nossa Senhora de Lourdes, uma escola católica bem cara, frequentada pela classe média da região da Mooca, Zona Leste de São Paulo.

Ana Paulo viveu boa parte da sua vida lá dentro, tanto que foi lá, durante o primeiro ano do colegial que ela conheceu seu primeiro amor, Pedro Henrique, um menino de classe média alta, filho de libaneses donos de uma rede de loja de sapatos. Namoraram cerca de dois anos, até os instintos de galinha de Pedro Henrique falarem mais alto e entre uma traição e outra, deu fim ao relacionamento com Ana Paula. Falando em fim de relacionamento, o casamento de seus pais também não ia nada bem, apesar de morarem na mesma casa, o pai dela mantinha relacionamentos extraconjugais que lhe tomavam todo o tempo, enquanto sua mãe afundada na depressão também já não se importava mais com a garota. O pouco de carinho que tinha era de seus dois irmãos mais velhos, mas era pouco, já que um havia casado e o outro se mudou para a Austrália. Mesmo com tantos problemas familiares, Ana Paula consegue uma vaga para estudar artes cênicas na Universidade de São Paulo, a USP.

Mesmo não sendo o curso que ela planejava fazer, medicina veterinária, ela começou seu ano letivo muito empolgada, comprou caderno novo e canetas coloridas com perfume, ali começava sua vida adulta. Os primeiros meses foram de isolamento, pessoas de costumes diferentes, já acostumadas com a falsa independência de não ter uma família tradicional, e de não terem tantos tabus em relação ao sexo.

Ela resistiu o quanto pode, mas a influência dos amigos e o baixo conteúdo do curso a levaram ao DCE, onde teve “aulas” de feminismo e socialismo, aprendeu que seu pai era um porco capitalista que merecia morrer e sua mãe era uma fraca, ali também foi influenciada a não ligar mais para a sua aparência, pois era tudo imposição da mídia golpista e do patriarcado. A menina bonita de cabelo loiro e olhos claros, começava a tomar forma de um ser bizarro, com cabelo azul, pelos nas axilas e uma pequena tatuagem de um simbolo feminista. Como se parecesse uma regra, deu ali mesmo seu primeiro beijo lésbico em Paula, uma menina obesa membro da UNE, que fora criada pela avó e já estudava na USP havia 6 anos. Sexta-feira, ela ignorou o aniversário de sua mãe e partiu para sua primeira festa universitária, na FFLCH, um espaço acadêmico que custa muito caro aos cofres públicos, mas só tem serventia para festas regadas a álcool e muita, mas muita droga mesmo. Ana Paula, a menina meiga criada no Clube Juventus, que passava férias na casa da avó em Piracicaba, experimentava pela primeira vez a maconha, seguido de LSD e sempre acompanhado de bebidas baratas, porque mesmo sendo um lugar cheio de gente rica, a diversão dos alunos da USP é brincar de ser pobre.

Ana Paula, a menina tímida, se soltou e conheceu Fernando, um estudante de medicina que por ali passava, um jovem que vestia uma camisa Polo um pouco surrada, devido ao pouco dinheiro que lhe sobrava por conta dos gastos com a faculdade e sua origem humilde, tinha cabelo e barba bem aparados, muito diferente dos meninos com aparência de mendigo que ali frequentam. Mesmo ela não sendo mais aquela princesa que arrancava suspiros na piscina do clube, ela ainda tinha um olhar cativante e muitos bons modos herdados de sua família, e ele percebeu de cara que ali habitava um ser humano e não uma aberração.

1c2368575852a5c72292b2384a3c9cbe Entre uma risada e outra, Fernando que havia bebido um pouco para impressioná-la, e assim como Ana Paula não estava habituado a doses altas de bebidas, até porque desde seus 12 anos, sua vida era estudar para um dia realizar o sono de seu pai, ter um filho doutor. Ela então aceitou o seu convite e eles partiram para a republica que ele morava ali perto. Mesmo ela com muito pouca sensibilidade devido ao consumo de drogas, ela estava tendo uma noite fantástica como a muito tempo ela não tinha, ela estava matando a saudade de receber carinho. Após manterem relações sexuais, o famoso coito, ela dormiu em seu peito e só acordou ás 9:00 do sia seguinte. Ela então o beijou e saiu até o estacionamento, onde o carro que ela havia pegado emprestado de sua mãe estava.

Chegou em casa, conversou com seu pai como a muito tempo não conversava, foi no mercado com a sua mãe, foi um dia feliz como já não era mais habitual. Porém, ás 18:00 ela foi pra Praça Roosevelt, onde Paula a menina possessiva que insistia em se relacionar com ela a esperava, ela agarrou no cabelo de Ana Paula e falou quase grunhindo:

-Tá me traindo sua puta?

Ana Paula já chorando disse:

-Não Paula, juro que não!

Paula puxou o cabelo dela ainda mais forte, já arrancando vários fios e disse:

-Eu vi você indo embora com aquele coxinha do caralho!

Ela em prantos, apavorada disse:

-Eu estava fora de mim, não era o que eu queria…

Paula então, sem pensar duas vezes, obrigou Ana a dar a senha do seu Facebook, pegou várias fotos de Fernando, o link de seu perfil e escreveu um texto enorme, vulgo textão de mal comida, relatando que Fernando havia colocado droga em sua bebida e a amarrado, obrigando ela a manter relações sem o seu consentimento. Foram a delegacia, e mesmo sem estar presente, Paula deu o depoimento para o delegado alegando ter visto tudo.

Quando se deu conta, Fernando estava sendo odiado por todo mundo, até mesmo pelo seu pai que se recusava a atender o telefone, mesmo dando seu depoimento para a policia, que o absolvera sem abrir inquérito por conta de  conversas carinhosas no zap e várias selfies pós coito com os dois rindo, fora o conhecimento do delegado macaco velho que viu que se tratava de uma fraude por ciúmes e vontade de chamar a atenção, ele teve seu estágio comprometido porque várias feministas invadiram a página do laboratório farmacêutico eu o empegava dando avaliação negativa e o chamando de estuprador, sua vida bagunçada, ficou por meses com fama de estuprador entre os poucos amigos que ainda mantinha contato devido a densa carga horária dos estudos.

Essa história é fictícia, assim como milhares de histórias que passam pela sua timeline diariamente, mas não com o intuito de lhe mostrar como o feminismo é sujo, mas sim pra provar que o feminismo é escroto.

Se você teve saco de chegar até aqui, cuide bem da sua Ana Paula, para que nenhuma Paula roube ela de você e estrague a vida do Fernando, que também pode ser o seu Fernando, que teve a vida estragada por alguma Ana Paula.

E se você se identificou como uma Ana Paula, nunca é tarde pra mudar, e ser aquela menina por uma noite foi feliz com o Fernando.

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